Um dos mais conhecidos e usados osciladores, foi criado como artifício para suavizar a ação da técnica "Momento", base estrutural da maioria dos indicadores. O índice de força relativa ou simplesmente IFR, muitas vezes se antecipa aos movimentos indicados pelo gráfico de barras. Admite-se a aplicação da técnica das linhas de suporte e resistência, bem como a interpretação das mesmas figuras que se formam no gráfico de barras.
A escala vertical é construida de 0 a 100. Nas cotas 30 e 70 ou 20 e 80 são traçadas retas horizontais. Geralmente, acima da cota 70, formam-se os topos e abaixo da cota 30 formam-se os fundos.
A escala horizontal representa o tempo. O estudo não estabelece regras para essa escala. Assim, não se pode prever o espaço de tempo para se formar um topo ou um fundo, quando está estabelecida uma forte tendência de alta ou baixa. Utiliza-se porém, o rompimento de linhas de suporte e resistência como indicação de mudança de tendência.
Devemos esclarecer entretanto que esse oscilador é indicado para mercado com desenvolvimento lateral ou como comumente é denominado: "de lado". Nas fortes tendência, rapidamente ultrapassa o nível 70 ou 80 e daí em diante tem pequenas variações em altos níveis.
Porém, quando o movimento se caracteriza "de lado", a ultrapassagem das cotas 30, para baixo ou 70, para cima, já significa mercado "oversold" ou "overbought", respectivamente.
O estabelecimento de divergências entre o gráfico de barras e o oscilador, isto é, enquanto o gráfico de barras forma topos cada vez mais altos, o IFR forma topos cada vez mais baixos, ou ao contrário, o gráfico de barras forma fundos cada vez mais baixos enquanto o IFR forma fundos cada vez mais altos, pode traduzir uma iminente mudança de tendência. A posição somente deverá ser tomada, após o claro rompimento do último fundo ou último topo, respectivamente. Pode-se usar o rompimento das linhas de suporte e resistência, desde que, esses níveis não estejam muito longe desses pontos significativos.
A divergência também se instala quando o gráfico de barras está em movimento lateral e o IFR se desenvolve em uma ou outra direção. A divergência deve ser entendida, depois que o IFR atinge e supera as cotas 30 ou 70.
Procuraremos dar, no exemplo a seguir, os pontos de compra e venda oriundos da formação de divergências. Esses são os pontos de maior probabilidade de acerto.
Chamamos a atenção para o fato de que, em mercados com forte tendência, é impróprio denominarmos a ultrapassagem das linhas 70 para cima ou 30 para baixo, respectivamente, de mercados overbought e oversold.
Em nossa opinião, os mercados de forte tendência passam a receber essa denominação, somente, após apresentarem o fenômeno de divergência e, mesmo assim, quando grande parte dela se realiza acima dos 70 ou abaixo dos 30.
Para que o assunto fique bem claro, vamos procurar associar os gráficos de barra e IFR com o lançamento de uma bola, verticalmente, para cima.
Essa bola ao ser lançada, percorre uma trajetória, alcançando uma altura máxima. No início do lançamento a velocidade se desenvolve de maneira ascendente, com uma certa aceleração . Depois de certo tempo, por ação da gravidade e atrito, a aceleração vai decrescendo até anular- se. Em todo esse tempo a bola continua a subir até mesmo por inércia, depois da anulação da aceleração. Ao atingir o ponto de máxima altura, sua velocidade se anula e o processo se inverte.
Associando essa configuração ao gráfico de barras e ao IFR, dizemos que o primeiro traduz a trajetória da bola e, o indicador IFR, a aceleração da bola nessa trajetória. Assim, pode-se explicar a divergência dentro de um conceito físico bastante claro e muito útil à interpretação gráfica.
Quando a trajetória dos preços é ascendente e a do índice é descendente, significa que os preços sobem mas, a aceleração desse movimento diminui. É provável que a trajetória ascendente vá mudar de direção em futuro próximo. Ao primeiro sinal dessa mudança, tome a posição conveniente.
Vamos estudar a figura apresentada. Após o início da alta, os preços se orientaram segundo a trajetória A-B, enquanto a aceleração foi diminuindo entre C-D. No ponto 1 foi rompida a linha C-D da tendência do oscilador evidenciando queda de aceleração. Os preços continuaram a subir por inércia, dando tempo a que zerássemos nossa posição comprada, com tranqüilidade. Se estivéssemos atuando em mercado futuro, deveríamos até, assumir posição vendida.
Entre E-F os preços tiveram desenvolvimento lateral ("de lado"), enquanto em G-H, no IFR, ficou evidenciada uma aceleração positiva. Observe que os dois últimos topos são ascendentes. Em 2, a linha de tendência é rompida, sinalizando o término do movimento lateral e aceleração crescente (hora de assumir posição de compra). Procure agora justificar a venda em 3.
Bibliografia: New Concepts in Technical Trading Systems, J. Welles Wilder Jr.(R) Trend Research, Trend Research Building-MacLeans Square, P.O. Box 128- MacLeansville, N.C. 27301 - USA
Fonte: Apligraf

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